segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Mísero copo d'água
Pra que fazer de toda uma tempestade
um mísero copo d'água?
Deixa causar inundação
Gerar enchentes, transbordar rios
Alagados e ilhados urrarem seu desespero.
Deixa se achar e se perder,
até ser ou não ser por inteiro.
Fazer enchorradas descer as ruas
lavar as calçadas e arrastar pedras do meio fio
levando carros, gente, bichos...lixos
Até trocar o fim pelo começo
Deixa Tsunamis te virar pelo avesso
Esquecer teu nome, teu dom, teu endereço
Pois a vida não perdoa
nem tem apresso
aos que vivem de água rasa ou garôa
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Desalinho
Calma coração, mais um pouquinho
e todo mundo aqui, será capaz de ouvir
Teu descompasso, teu desalinho
Faça silêncio
Pra que ao te ouvir
não crie asas meu pensamento
É que este já cansou
de visitar a mesma rua o mesmo portão
Vai, te acalma coração
Pois batendo assim
acordará toda vizinhança
E se é verdade
que o pecado
mora ao lado
O Vizinho há de querer vingança.
Então...silêncio coração
Pois já não há motivo nem razão
Pra continuar alimentando essa Esperança.
e todo mundo aqui, será capaz de ouvir
Teu descompasso, teu desalinho
Faça silêncio
Pra que ao te ouvir
não crie asas meu pensamento
É que este já cansou
de visitar a mesma rua o mesmo portão
Vai, te acalma coração
Pois batendo assim
acordará toda vizinhança
E se é verdade
que o pecado
mora ao lado
O Vizinho há de querer vingança.
Então...silêncio coração
Pois já não há motivo nem razão
Pra continuar alimentando essa Esperança.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Curva de rio
Teu amor é vendaval é temporal é curva de rio
Água doce da bica
Que lava minha alma que molha meu cio
Teu querer é tempero que acalma
É coração na palma, é veneno, meu ar por um fio
Vem moreno
Me embala na rede, sacia minha sede e espanta a solidão.
Vem e me dá tua mão
Pois é tocar teu corpo pra me sentir de braços dados com a imensidão.
Água doce da bica
Que lava minha alma que molha meu cio
Teu querer é tempero que acalma
É coração na palma, é veneno, meu ar por um fio
Vem moreno
Me embala na rede, sacia minha sede e espanta a solidão.
Vem e me dá tua mão
Pois é tocar teu corpo pra me sentir de braços dados com a imensidão.
sábado, 1 de setembro de 2012
De mim
Elogiando meu vestido branco...
"Vestida desse jeito em qualquer lugar caso com você"
Eu...
O faça quando quiser
Faça quando bem entender
Se preferir pode nem fazer
Mas seja você o meu bem
Seja de mim
Pra que não morra de bem querer.
"Vestida desse jeito em qualquer lugar caso com você"
Eu...
O faça quando quiser
Faça quando bem entender
Se preferir pode nem fazer
Mas seja você o meu bem
Seja de mim
Pra que não morra de bem querer.
Romântico
Acho muito romântico o banco mandar cartas. Tanta singeleza, aquele envelope, nome e endereço. Tudo escrito
à máquina. As abinhas dentadas, facilitam o trabalho de abrir a mensagem. Sem saliva pra colar. Velhos tempos.
Mas acho romântico, como eu dizia, acho romântico o banco mandar cartas. Tão romântico que fico observando
as cartas empilhadas, se acumulando sobre a mesinha da sala, carta após carta, pegando juntas a poeira do
tempo e o sol da manhã que atravessa a vidraça. Vou ao quintal pendurar as roupas, volto para a cozinha, lavar
a louça. E num instante, de passagem, me deparo ali, com a presença de todas as cartas. Penso: tão romântico!
Penso, penso, penso nas cartas. E de pensar tanto nelas, logo fico sentimental, e prefiro não abri-las, porque
assim eu destruiria a mágica da mensagem ali contida, fechada, pelas abinhas dentadas. Tudo escrito à
máquina. Não quero destruir o romantismo do banco, de escrever à máquina, meu nome, meu endereço, e
mandar o homem de azul e amarelo vir me entregar. Uma carta. Ou mais. Veja só, como se lembram de mim!
Com nome e sobrenome, pode parecer formal, mas é muito íntimo. Sabem os nomes herdados, de pai e mãe.
Nomes de casamento, cartório, registro, enfim. Cartas, tantas cartas. Como se lembram de mim!
Katia Portes Leão.
à máquina. As abinhas dentadas, facilitam o trabalho de abrir a mensagem. Sem saliva pra colar. Velhos tempos.
Mas acho romântico, como eu dizia, acho romântico o banco mandar cartas. Tão romântico que fico observando
as cartas empilhadas, se acumulando sobre a mesinha da sala, carta após carta, pegando juntas a poeira do
tempo e o sol da manhã que atravessa a vidraça. Vou ao quintal pendurar as roupas, volto para a cozinha, lavar
a louça. E num instante, de passagem, me deparo ali, com a presença de todas as cartas. Penso: tão romântico!
Penso, penso, penso nas cartas. E de pensar tanto nelas, logo fico sentimental, e prefiro não abri-las, porque
assim eu destruiria a mágica da mensagem ali contida, fechada, pelas abinhas dentadas. Tudo escrito à
máquina. Não quero destruir o romantismo do banco, de escrever à máquina, meu nome, meu endereço, e
mandar o homem de azul e amarelo vir me entregar. Uma carta. Ou mais. Veja só, como se lembram de mim!
Com nome e sobrenome, pode parecer formal, mas é muito íntimo. Sabem os nomes herdados, de pai e mãe.
Nomes de casamento, cartório, registro, enfim. Cartas, tantas cartas. Como se lembram de mim!
Katia Portes Leão.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Eis
Quando tu foste
Tal dor foi aquela
Q preciso foi
Me espalhar pra todos os lados
pra ficar mais leve de carregar.
Mas suportei com beleza
E resisti, pois tal leveza
Me levava pra muito aqui e ali.
E depois q tudo passou
Fui capaz de agradecer por ter sido
Um amor assim forte, tão polido
Que muito me havia dado.
Segui viagem...
Segui...
E quando já não mais esperava
Se quer suspeitava teu regresso
Minha vida mergulhou em retrocesso
Eis tu aqui de novo
Mais uma vez em meu portão
Eis tu mais uma vez latejando em meu coração.
Tal dor foi aquela
Q preciso foi
Me espalhar pra todos os lados
pra ficar mais leve de carregar.
Mas suportei com beleza
E resisti, pois tal leveza
Me levava pra muito aqui e ali.
E depois q tudo passou
Fui capaz de agradecer por ter sido
Um amor assim forte, tão polido
Que muito me havia dado.
Segui viagem...
Segui...
E quando já não mais esperava
Se quer suspeitava teu regresso
Minha vida mergulhou em retrocesso
Eis tu aqui de novo
Mais uma vez em meu portão
Eis tu mais uma vez latejando em meu coração.
Assinar:
Postagens (Atom)
