Teu amor é vendaval é temporal é curva de rio
Água doce da bica
Que lava minha alma que molha meu cio
Teu querer é tempero que acalma
É coração na palma, é veneno, meu ar por um fio
Vem moreno
Me embala na rede, sacia minha sede e espanta a solidão.
Vem e me dá tua mão
Pois é tocar teu corpo pra me sentir de braços dados com a imensidão.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
De mim
Elogiando meu vestido branco...
"Vestida desse jeito em qualquer lugar caso com você"
Eu...
O faça quando quiser
Faça quando bem entender
Se preferir pode nem fazer
Mas seja você o meu bem
Seja de mim
Pra que não morra de bem querer.
"Vestida desse jeito em qualquer lugar caso com você"
Eu...
O faça quando quiser
Faça quando bem entender
Se preferir pode nem fazer
Mas seja você o meu bem
Seja de mim
Pra que não morra de bem querer.
Romântico
Acho muito romântico o banco mandar cartas. Tanta singeleza, aquele envelope, nome e endereço. Tudo escrito
à máquina. As abinhas dentadas, facilitam o trabalho de abrir a mensagem. Sem saliva pra colar. Velhos tempos.
Mas acho romântico, como eu dizia, acho romântico o banco mandar cartas. Tão romântico que fico observando
as cartas empilhadas, se acumulando sobre a mesinha da sala, carta após carta, pegando juntas a poeira do
tempo e o sol da manhã que atravessa a vidraça. Vou ao quintal pendurar as roupas, volto para a cozinha, lavar
a louça. E num instante, de passagem, me deparo ali, com a presença de todas as cartas. Penso: tão romântico!
Penso, penso, penso nas cartas. E de pensar tanto nelas, logo fico sentimental, e prefiro não abri-las, porque
assim eu destruiria a mágica da mensagem ali contida, fechada, pelas abinhas dentadas. Tudo escrito à
máquina. Não quero destruir o romantismo do banco, de escrever à máquina, meu nome, meu endereço, e
mandar o homem de azul e amarelo vir me entregar. Uma carta. Ou mais. Veja só, como se lembram de mim!
Com nome e sobrenome, pode parecer formal, mas é muito íntimo. Sabem os nomes herdados, de pai e mãe.
Nomes de casamento, cartório, registro, enfim. Cartas, tantas cartas. Como se lembram de mim!
Katia Portes Leão.
à máquina. As abinhas dentadas, facilitam o trabalho de abrir a mensagem. Sem saliva pra colar. Velhos tempos.
Mas acho romântico, como eu dizia, acho romântico o banco mandar cartas. Tão romântico que fico observando
as cartas empilhadas, se acumulando sobre a mesinha da sala, carta após carta, pegando juntas a poeira do
tempo e o sol da manhã que atravessa a vidraça. Vou ao quintal pendurar as roupas, volto para a cozinha, lavar
a louça. E num instante, de passagem, me deparo ali, com a presença de todas as cartas. Penso: tão romântico!
Penso, penso, penso nas cartas. E de pensar tanto nelas, logo fico sentimental, e prefiro não abri-las, porque
assim eu destruiria a mágica da mensagem ali contida, fechada, pelas abinhas dentadas. Tudo escrito à
máquina. Não quero destruir o romantismo do banco, de escrever à máquina, meu nome, meu endereço, e
mandar o homem de azul e amarelo vir me entregar. Uma carta. Ou mais. Veja só, como se lembram de mim!
Com nome e sobrenome, pode parecer formal, mas é muito íntimo. Sabem os nomes herdados, de pai e mãe.
Nomes de casamento, cartório, registro, enfim. Cartas, tantas cartas. Como se lembram de mim!
Katia Portes Leão.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Eis
Quando tu foste
Tal dor foi aquela
Q preciso foi
Me espalhar pra todos os lados
pra ficar mais leve de carregar.
Mas suportei com beleza
E resisti, pois tal leveza
Me levava pra muito aqui e ali.
E depois q tudo passou
Fui capaz de agradecer por ter sido
Um amor assim forte, tão polido
Que muito me havia dado.
Segui viagem...
Segui...
E quando já não mais esperava
Se quer suspeitava teu regresso
Minha vida mergulhou em retrocesso
Eis tu aqui de novo
Mais uma vez em meu portão
Eis tu mais uma vez latejando em meu coração.
Tal dor foi aquela
Q preciso foi
Me espalhar pra todos os lados
pra ficar mais leve de carregar.
Mas suportei com beleza
E resisti, pois tal leveza
Me levava pra muito aqui e ali.
E depois q tudo passou
Fui capaz de agradecer por ter sido
Um amor assim forte, tão polido
Que muito me havia dado.
Segui viagem...
Segui...
E quando já não mais esperava
Se quer suspeitava teu regresso
Minha vida mergulhou em retrocesso
Eis tu aqui de novo
Mais uma vez em meu portão
Eis tu mais uma vez latejando em meu coração.
Vejam vcs
Logo hoje
Quando não me sentia mais capaz de raiva ou ódio ou se quer decepção
Aí então....
Senti aos pouco esmorecer as barreiras que eu mesma criei, os pilares que eu mesma ergui, o alicerce que construí, ao ver romper as trancas, as travas, os fechos, assistindo meu coração rolar barranco a baixo num triste desfecho.
Vê se pode, ser capaz de tanto amor...tanta compreenção a ponto de ver lá meu coração jogado no chão
E pensar...tá certo! Olha lá como é certo!
Vejam vcs, outro encanto, outro amor...nova Paixão.
Vejam vcs, outro encanto, outro amor...nova Paixão.
Amor da Bahia
Vem pra roda moreno
Gasta esse samba comigo
Me deixa beber do teu cio
Roçar o meu no teu corpo vadio
E levantar poeira até o dia amanhecer.
Deixa menino, teu coro no meu arder
Entalhando na pele se for de destino
E se amar até sereno molhar nossa cara
até a lua se esconder.
Vem cá seu moço não faça novena
Me abrace e me cheire o cangote
me deixe medir o chão da tua pele morena
Se achegue e deixe de prosa
Não tá vendo eu aqui toda dengosa
Querendo também do teu chamego
prometo te o mostrar o meu apego
te dar Cafuné, dengo no quengo, na cama café
Se tu me amar nesta noite como pra vida inteira.
Ora neguinho se apresse e deixe de besteira.
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